Pular para o conteúdo
Bonci Studios

Blog da Bonci Studios

Site ou só Instagram? O que sua empresa precisa

Bonci StudiosPublicado 2026-10-02Atualizado 2026-10-02

Se o Instagram já traz clientes para a sua empresa, não tem por que largar. A diferença é que o perfil é um espaço que pertence à Meta, e um site é um endereço que pertence a você, que aparece nas buscas do Google e organiza o que o cliente precisa saber antes de chamar. Para quem vende pelo WhatsApp, os dois se completam.

A pergunta "vale a pena ter um site?" costuma vir de quem já tem um perfil que funciona. E é uma dúvida justa.

O que os números mostram

O Instagram não é modinha para pequena empresa. Na pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios do Sebrae (12ª edição, mais de 8.200 empreendedores, fevereiro e março de 2026), 57% apontaram o Instagram como canal de venda e comunicação. O WhatsApp veio em primeiro, com 82%. Loja virtual própria apareceu com 10% [1].

A TIC Empresas 2023, do Cetic.br, olhou para empresas de 10 a 49 pessoas: 71% têm perfil próprio em redes sociais e 52% têm site próprio. Entre as que vendem pela internet, 80% vendem por aplicativos de mensagem e 29% pelo próprio site [2].

Nos dois levantamentos, a venda acontece na conversa, e o Instagram e o site servem para levar o cliente até ela. O que muda é por quantos caminhos ele chega e em nome de quem eles estão.

O que o Instagram faz bem

Ele mostra o trabalho: foto do antes e depois, vídeo do bastidor, o prato saindo da cozinha. Para muita empresa, o feed é o melhor portfólio que ela tem.

Também cria relacionamento. Quem segue vê a empresa toda semana, comenta e manda direct, coisa que um site não faz. E o cliente já usa o Instagram, então ninguém precisa ser convencido a baixar nada.

Onde o Instagram não resolve sozinho

O perfil não é seu. Os Termos de Uso do Instagram dizem que a plataforma pode remover conteúdo que considere contra as regras e pode "parar de fornecer imediatamente todo o Serviço ou parte dele", incluindo encerrar ou desativar o acesso [3]. Isso não precisa assustar, mas é um bom motivo para não depender de um canal só. Um site com domínio no seu CNPJ continua no ar independente do que aconteça com o perfil.

O feed afunda a informação. O post que explica como funciona o seu serviço sai da vista em poucas semanas. Aí o cliente pergunta de novo no direct: atende minha região? Como funciona? Quanto tempo leva? Num site, essas respostas ficam paradas no lugar, uma página para cada assunto.

Quem não te conhece procura no Google. O Instagram é ótimo para quem já te segue. Quem ainda não sabe que você existe costuma pesquisar pelo serviço, e um site com páginas bem escritas pode aparecer nessas buscas. Sem ele, a empresa fica mais dependente de indicação.

Você não controla a vitrine. No perfil, o layout, os limites de texto e o que aparece primeiro são decisões da plataforma. No site, a ordem é sua: o que o cliente vê primeiro, qual botão ele aperta, para onde a conversa vai.

Quando só o Instagram basta, por enquanto

Tem caso em que o site pode esperar, e é melhor admitir isso:

  • A empresa está começando, e os clientes vêm quase todos por indicação.
  • Você oferece um serviço simples, que se explica em poucas fotos.
  • Ninguém procura o seu tipo de serviço no Google (dá para testar: pesquise como um cliente pesquisaria).
  • Você não tem hoje como cuidar de mais um canal. Site abandonado, com telefone antigo, atrapalha mais do que ajuda.

Quando vale a pena ter um site

  • Clientes novos pesquisam o seu serviço no Google antes de contratar.
  • Você responde as mesmas perguntas no direct toda semana.
  • O faturamento depende de um único perfil, e isso tira o seu sono.
  • Você quer e-mail com o nome da empresa (@suaempresa) e um endereço próprio para colocar no cartão, no carro, na embalagem.
  • Você vende para outras empresas, que costumam querer ver mais do que um feed antes de fechar.

Se dois ou três itens dessa lista parecem com o seu caso, já vale a pena ter um site. Veja como a Bonci Studios faz site para pequena empresa.

Os dois juntos, na prática

O arranjo que faz sentido para a maioria das pequenas empresas que vendem por conversa é simples: o Instagram atrai e aquece, o link da bio leva para o site, e o site explica, tira as dúvidas e tem um botão que abre o WhatsApp com uma mensagem pronta. Assim a conversa continua onde a venda já acontecia (o que acontece depois que a conversa começa).

Dois cuidados que fazem diferença. O link da bio deve levar para a página que responde à pergunta de quem acabou de ver o post, e não para uma página genérica. E o site precisa andar junto com o perfil: se o horário, o serviço ou o telefone mudou no Instagram, muda no site também. Informação desencontrada faz o cliente desconfiar dos dois.

Uma condição: o domínio do site tem que estar no nome da sua empresa. Senão você troca a dependência da plataforma pela dependência de quem fez o site. O artigo Domínio registrado em nome de quem? mostra como conferir.

Fontes (acesso em 30/09/2026)

  1. Agência Sebrae de Notícias, "WhatsApp se consolida nas vendas on-line enquanto Facebook e lojas próprias perdem fôlego" (16/04/2026; Pulso dos Pequenos Negócios, 12ª ed.). https://agenciasebrae.com.br/dados/whatsapp-se-consolida-nas-vendas-on-line-enquanto-facebook-e-lojas-proprias-perdem-folego/
  2. Cetic.br, "Após crescimento provocado pela pandemia, pequenos negócios no país ainda têm presença online limitada, revela TIC Empresas 2023" (14/05/2024). https://cetic.br/pt/noticia/apos-crescimento-provocado-pela-pandemia-pequenos-negocios-no-pais-ainda-tem-presenca-online-limitada-revela-tic-empresas-2023/
  3. Instagram, "Termos de Uso", seção 6 "Remoção de conteúdo e desativação ou encerramento da sua conta". https://www.facebook.com/help/instagram/581066165581870